Com o Seguro, o futuro fica bem traçado
No passado dia 1 de dezembro, o candidato António José Seguro (PS) enfrentou Jorge Pinto (Livre), tendo sido um debate bastante esclarecedor. Este debate foi moderado pelo jornalista da RTP, Carlos Daniel, e foram abordados diferentes temas, tais como a greve geral e a alteração à lei do trabalho, a revisão da constituição, a fraude no SNS e a imigração.
Sobre a forma como iniciou o debate, é de recordar que Jorge Pinto começa por abordar o passado. É de salientar que quem fica muito agarrado ao passado não consegue alcançar o objetivo no futuro. António José Seguro mostra-se convicto da ideologia de esquerda com uma vasta experiência tanto nacional como internacional.
Sobre a greve geral e a lei do trabalho, como era de esperar, António José Seguro, preocupa-se mais com as alterações à lei do trabalho, uma vez que, estas podem desequilibrar a relação que é necessário existir entre empresários e trabalhadores, salientando que discorda da ministra do trabalho quando esta refere que a lei está desequilibrada a favor dos trabalhadores. Como era de prever, se for presidente, não vai interferir enquanto as negociações estão a decorrer, no entanto, depois está inclinado a não aceitar a proposta quando esta chegar a Belém.
Em relação à alteração da constituição, Seguro não acha apropriado fazer-se revisão constitucional, rejeitando que isso seja prioridade, uma vez que “Não há nenhum problema no país que não possa ser resolvido com a atual Constituição”. Além disso, Seguro acha irresponsável dissolver o parlamento numa revisão constitucional.
Sobre a fraude no SNS, Seguro ficou surpreso com a comissão de combate à fraude para o SNS, uma vez que o SNS já deveria ter meios para a prevenir, pois é essencial planos de prevenção para que isto não aconteça. O mais essencial é termos um SNS que promova o acesso de todos os portugueses a tempo e horas.
Debatendo sobre a imigração, o País necessita de imigração, embora seja necessário ser regulada e organizada estruturalmente, ajudando na economia. Como referido 40% da mão de obra na área agrícola são imigrantes.
Sobre as leis do estrangeiro e nacionalidade, salienta que o país está desequilibrado, e concorda com Jorge Pinto quando este refere que “não podemos ter os ovos todos no mesmo cesto”.
Terminando o debate, salientou que é essencial, como referido durante o debate, uma esquerda democrática forte na segunda volta, e para isso, é necessários votos em Seguro.
António José Seguro destacou-se mais que Jorge Pinto, graças às soluções concretas que apresentou, sempre com uma visão no futuro, não ficando retido no passado. E sei que com António José Seguro, não vamos ficar presos no passado, pois ele tem capacidade de traçar o caminho para o futuro.
