Por Ana Castro
Muito se tem feito no que concerne à formulação de documentos sobre Direitos Humanos. Desde crianças que nos falam deste tema. É-nos dado a conhecer na escola, desde tenra idade, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, por exemplo. Nessa altura, creio que é uma posição consensual, e até coerente e sensato que todos devemos ter esses direitos.
O que acontece quando crescemos?
É hoje comemorado o Dia Internacional dos Direitos Humanos, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Este dia foi escolhido para homenagear a data de assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos – 10 de dezembro de 1948 – que estabelece os direitos humanos fundamentais que devem ser universalmente defendidos, independentemente de sexo, raça, religião ou qualquer outra condição.
A formulação destes documentos é muito importante na medida em que reconhece os direitos universais, contudo, assegurarmo-nos que estes documentos são cumpridos cabe-nos a todos. Efetivamente, esta premissa que cada um de nós importa, também se estende a garantir que esta proteção é salvaguardada e posta em prática.
Contrariamente ao que possamos pensar, a defesa dos direitos humanos não pressupõe apenas grandes gestos. Muitas vezes passa “simplesmente” por nos informarmos, lermos, mobilizarmo-nos ou sensibilizarmos os outros. Por isto é que a celebração deste dia continua a ser tão importante: esta cria espaço para que este tema seja abordado, ao consciencializar e educar, ao mesmo tempo que dá voz a comunidades em risco e que reforça a responsabilidade, tanto dos governos como das instituições e dos cidadãos na promoção e proteção dos direitos humanos.
Que todos os 10 de dezembro sejam oportunidades de sensibilização, partilha e reflexão e que nos relembrem do impacto que podemos ter.
